SEO
Links internos: o trabalho de SEO mais barato e mais negligenciado
Eles distribuem autoridade, ensinam o buscador a ver seus clusters e criam caminho real de navegação. Veja como estruturar sem cair no rodapé cheio de links.

Resposta rápida
Link interno faz três coisas ao mesmo tempo: cria o caminho pelo qual o buscador descobre páginas, distribui autoridade entre elas e sinaliza quais conteúdos pertencem ao mesmo assunto. Uma página sem nenhum link apontando para ela é órfã e tende a demorar muito mais para ser indexada e ranquear. O padrão que funciona é semântico e não automático: cada conteúdo liga ao hub que o contém, a conteúdos do mesmo nível quando o argumento pede, a aprofundamentos e à página comercial correspondente quando fizer sentido.
De todas as tarefas de SEO, esta é a que tem a melhor relação entre esforço e efeito: não exige produção nova, não depende de terceiros, e o controle é inteiramente seu.
É também a que mais fica para depois.
O que um link interno faz
Três coisas simultâneas, e vale separá-las porque exigem decisões diferentes:
Descoberta. O buscador encontra páginas seguindo links. Uma página sem nenhum link apontando para ela depende só do sitemap, que comunica existência mas não importância, e costuma ficar parada em "descoberta, não indexada", como discutido em por que o Google não indexa.
Distribuição de autoridade. Páginas que recebem links de fora acumulam autoridade, e os links internos espalham parte dela pelo site. É assim que um conteúdo que ninguém linka de fora consegue ranquear: ele recebe autoridade por dentro.
Definição de assunto. O conjunto de páginas que se linkam mutuamente comunica que aquilo é um tema coberto, e não um artigo solto. É o mecanismo por trás de autoridade tópica.
Os quatro tipos de ligação
Um padrão simples que evita tanto o site sem links quanto o site com links demais:
| Tipo | Para onde | Quando |
|---|---|---|
| Acima | O hub que contém o assunto | Sempre |
| Ao lado | Conteúdo do mesmo nível | Quando o argumento se conecta |
| Abaixo | Aprofundamento específico | Quando o leitor vai querer mais |
| Comercial | Serviço correspondente | Quando resolver sozinho dá trabalho |
O primeiro deve ser estrutural — vindo do template, não da vontade de quem escreve. Os outros três são editoriais e devem ser decididos por quem conhece o argumento.
Onde o link deve estar
Dentro do texto, no ponto em que o argumento cria a necessidade.
Um link colocado onde o leitor acabou de encontrar uma pergunta que a outra página responde é seguido. O mesmo link numa lista no fim da página é ignorado, e comunica menos, porque não carrega contexto.
Como auditar o que já existe
Sem ferramenta paga, duas verificações resolvem a maior parte:
- Liste as páginas sem nenhum link interno. São as órfãs. Cada uma precisa de pelo menos um link de uma página já indexada.
- Liste as páginas com muitos links recebidos e veja se são as que você quer que ranqueiem. É comum descobrir que a página mais linkada do site é a política de privacidade, porque está no rodapé.
Vale automatizar: uma verificação que roda sobre o site gerado e falha quando encontra página órfã impede que o problema volte. É mais confiável que disciplina.
Se o seu site tem dezenas de páginas publicadas e ninguém sabe dizer quais estão órfãs, essa é a auditoria de menor esforço e maior retorno disponível.
Rotina mínima
- Todo conteúdo novo liga ao hub e a pelo menos dois conteúdos relacionados.
- Ao publicar, volte a dois ou três conteúdos antigos e aponte para o novo.
- Use âncora descritiva, variando naturalmente.
- Revise órfãs periodicamente, de preferência por verificação automática.
- Ligue ao serviço quando o texto chegar ao ponto em que resolver sozinho dá trabalho.
O critério para decidir o que é relacionado de verdade, e não apenas da mesma categoria: está em autoridade tópica e em intenção de busca.
Fontes e referências
- Search Engine Optimization (SEO) Starter GuideGoogle Search Central
- In-depth guide to how Google Search worksGoogle Search Central
Perguntas frequentes
- Não existe número correto, e perseguir um produz links artificiais. O critério é o texto: link que o leitor seguiria porque o argumento levou até ali. Em um artigo de mil palavras isso costuma dar de três a seis, mas o número é consequência, não meta.