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SEO

Links internos: o trabalho de SEO mais barato e mais negligenciado

Eles distribuem autoridade, ensinam o buscador a ver seus clusters e criam caminho real de navegação. Veja como estruturar sem cair no rodapé cheio de links.

Por Antônio PércicoPublicado em 4 min de leitura

Resposta rápida

Link interno faz três coisas ao mesmo tempo: cria o caminho pelo qual o buscador descobre páginas, distribui autoridade entre elas e sinaliza quais conteúdos pertencem ao mesmo assunto. Uma página sem nenhum link apontando para ela é órfã e tende a demorar muito mais para ser indexada e ranquear. O padrão que funciona é semântico e não automático: cada conteúdo liga ao hub que o contém, a conteúdos do mesmo nível quando o argumento pede, a aprofundamentos e à página comercial correspondente quando fizer sentido.

De todas as tarefas de SEO, esta é a que tem a melhor relação entre esforço e efeito: não exige produção nova, não depende de terceiros, e o controle é inteiramente seu.

É também a que mais fica para depois.

Três coisas simultâneas, e vale separá-las porque exigem decisões diferentes:

Descoberta. O buscador encontra páginas seguindo links. Uma página sem nenhum link apontando para ela depende só do sitemap, que comunica existência mas não importância, e costuma ficar parada em "descoberta, não indexada", como discutido em por que o Google não indexa.

Distribuição de autoridade. Páginas que recebem links de fora acumulam autoridade, e os links internos espalham parte dela pelo site. É assim que um conteúdo que ninguém linka de fora consegue ranquear: ele recebe autoridade por dentro.

Definição de assunto. O conjunto de páginas que se linkam mutuamente comunica que aquilo é um tema coberto, e não um artigo solto. É o mecanismo por trás de autoridade tópica.

Os quatro tipos de ligação

Um padrão simples que evita tanto o site sem links quanto o site com links demais:

TipoPara ondeQuando
AcimaO hub que contém o assuntoSempre
Ao ladoConteúdo do mesmo nívelQuando o argumento se conecta
AbaixoAprofundamento específicoQuando o leitor vai querer mais
ComercialServiço correspondenteQuando resolver sozinho dá trabalho

O primeiro deve ser estrutural — vindo do template, não da vontade de quem escreve. Os outros três são editoriais e devem ser decididos por quem conhece o argumento.

Dentro do texto, no ponto em que o argumento cria a necessidade.

Um link colocado onde o leitor acabou de encontrar uma pergunta que a outra página responde é seguido. O mesmo link numa lista no fim da página é ignorado, e comunica menos, porque não carrega contexto.

Como auditar o que já existe

Sem ferramenta paga, duas verificações resolvem a maior parte:

  1. Liste as páginas sem nenhum link interno. São as órfãs. Cada uma precisa de pelo menos um link de uma página já indexada.
  2. Liste as páginas com muitos links recebidos e veja se são as que você quer que ranqueiem. É comum descobrir que a página mais linkada do site é a política de privacidade, porque está no rodapé.

Vale automatizar: uma verificação que roda sobre o site gerado e falha quando encontra página órfã impede que o problema volte. É mais confiável que disciplina.

Se o seu site tem dezenas de páginas publicadas e ninguém sabe dizer quais estão órfãs, essa é a auditoria de menor esforço e maior retorno disponível.

Rotina mínima

  1. Todo conteúdo novo liga ao hub e a pelo menos dois conteúdos relacionados.
  2. Ao publicar, volte a dois ou três conteúdos antigos e aponte para o novo.
  3. Use âncora descritiva, variando naturalmente.
  4. Revise órfãs periodicamente, de preferência por verificação automática.
  5. Ligue ao serviço quando o texto chegar ao ponto em que resolver sozinho dá trabalho.

O critério para decidir o que é relacionado de verdade, e não apenas da mesma categoria: está em autoridade tópica e em intenção de busca.

Fontes e referências

  1. Search Engine Optimization (SEO) Starter GuideGoogle Search Central
  2. In-depth guide to how Google Search worksGoogle Search Central

Perguntas frequentes

Não existe número correto, e perseguir um produz links artificiais. O critério é o texto: link que o leitor seguiria porque o argumento levou até ali. Em um artigo de mil palavras isso costuma dar de três a seis, mas o número é consequência, não meta.

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