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SEO

O que é SEO: como o Google decide o que mostrar

SEO é o trabalho de fazer uma página ser encontrada, entendida e escolhida pela busca. Veja as três etapas que o Google percorre e onde cada decisão é tomada.

Por Antônio PércicoPublicado em 4 min de leitura

Resposta rápida

SEO (Search Engine Optimization) é o conjunto de práticas que faz uma página ser encontrada, compreendida e escolhida pelos mecanismos de busca. Ele atua em três etapas que o Google percorre em sequência: rastreamento (o robô encontra a página), indexação (o Google entende e armazena o conteúdo) e ranqueamento (ele decide se essa página responde melhor que as outras a uma busca específica). Falhar na primeira etapa torna as outras duas irrelevantes, e é por isso que a ordem importa mais do que a lista de tarefas.

Toda discussão sobre SEO acaba em lista de tarefas. Title, meta description, palavra-chave no primeiro parágrafo, velocidade, backlinks.

O problema da lista é que ela não diz em que ordem as coisas acontecem. E na busca a ordem é tudo: otimizar o título de uma página que o Google nunca rastreou não muda nada.

As três etapas, em ordem

A documentação do Google descreve a busca como três processos distintos, e é mais útil pensar nele assim do que como um algoritmo único.

1. Rastreamento: o robô precisa chegar até a página

Um programa automatizado percorre a web seguindo links e relendo páginas que já conhece. Se nenhum link aponta para a sua página, se o robots.txt a bloqueia ou se o servidor responde com erro no momento da visita, ela simplesmente não entra no processo.

Esta é a etapa que mais gente ignora e onde estão as falhas mais baratas de corrigir.

2. Indexação: o Google precisa entender o que a página é

Rastreada a página, o Google interpreta o conteúdo, identifica de que assunto ela trata e decide se vale armazenar. Aqui ele também resolve duplicidade: quando várias URLs mostram conteúdo equivalente, ele escolhe uma para representar o grupo.

Indexação não é automática. Página rastreada pode ser descartada por ser considerada duplicada, de baixo valor ou sem conteúdo suficiente para justificar espaço no índice.

3. Ranqueamento: a página precisa responder melhor que as outras

Só no terceiro momento entra a competição. Diante de uma busca, o Google seleciona entre as páginas indexadas a que melhor responde àquela intenção específica, considerando relevância, sinais de qualidade, contexto do usuário e outros fatores.

Onde o trabalho realmente acontece

Na prática, tudo o que se chama de SEO se encaixa em quatro frentes.

Técnico. Garantir que o robô chegue, entenda e não se confunda: indexação, canonical, sitemap, estrutura de URL, performance, versão mobile. É a frente com maior chance de estar quebrada em silêncio e a que dá resultado mais rápido quando está.

Conteúdo. Produzir a página que responde à busca. É onde está a maior parte do esforço e a única frente que cria algo novo, em vez de destravar o que já existe.

Arquitetura. Organizar as páginas de forma que a relação entre elas seja legível: hierarquia, links internos, agrupamento por assunto. É o trabalho que faz um conjunto de artigos virar um corpo de conhecimento sobre um tema, e não uma pilha de posts.

Autoridade. Ser referenciado por outros sites. É a frente menos controlável e a mais explorada por quem vende atalho.

O que SEO não é

Não é sobre agradar o algoritmo. Os sinais que o Google usa são aproximações do que uma pessoa consideraria uma boa resposta. Quando alguém otimiza para o sinal e não para a pessoa, funciona por um tempo e depois para de funcionar.

Não é sobre quantidade de conteúdo. Publicar mais não distribui mais autoridade; frequentemente a dilui. É o tema de autoridade tópica.

Não é previsível como mídia paga. Não existe leilão, não existe lance, não existe posição comprável. Quem apresenta projeção de posição orgânica está apresentando um palpite com aparência de planilha.

Quer saber o que está impedindo o seu site de aparecer?

Por onde começar

Se o site é novo, a primeira pergunta não é qual palavra-chave atacar. É se existe alguma busca real com volume suficiente que o site tenha chance de responder melhor que quem já está lá.

Se o site já existe há algum tempo, comece pelo diagnóstico, nesta ordem:

  1. Quantas páginas estão indexadas e quantas deveriam estar. O relatório de indexação do Search Console responde em minutos.
  2. Se há conteúdo duplicado entre URLs com e sem barra final, com e sem www, com parâmetros.
  3. Quais páginas já recebem impressão e em que posição. É a lista de oportunidades mais barata que existe: página na segunda página de resultado costuma precisar de ajuste, não de reescrita.
  4. Se as páginas importantes recebem link interno de algum lugar relevante do site.

Só depois disso a discussão sobre produção de conteúdo novo tem base. E o prazo dessa base aparecer em tráfego é o assunto de quanto tempo o SEO demora.

Fontes e referências

  1. In-Depth Guide to How Google Search WorksGoogle Search Central
  2. SEO Starter Guide: The BasicsGoogle Search Central

Perguntas frequentes

O clique é gratuito, o trabalho não. SEO custa em horas de estratégia, produção de conteúdo, desenvolvimento e manutenção, e o custo é pago antes de qualquer resultado aparecer. A diferença em relação à mídia paga não é o preço: é que o investimento em SEO se acumula em um ativo que continua trazendo tráfego depois, enquanto a campanha para de entregar no dia em que o orçamento acaba.

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